Impactos do coronavírus no E-commerce

Impactos do Coronavírus no e-commerce

Você sabe quais os impactos do Coronavírus no e-commerce? Os efeitos da pandemia já atingiram diretamente a renda e os hábitos de consumo. Segundo pesquisa da Kantar, desde o início do isolamento social as compras online tiveram um crescimento, principalmente em lares com crianças.

Para esclarecer melhor em números, por medo de contrair o Covid-19, cerca de 68% dos brasileiros decidiram comprar online. E mais, o número de pedidos no comércio eletrônico cresceu 32% no mês de março. Isso é, esse número representa um faturamento 26% maior no setor.

Um levantamento feito pela Boa Vista também apontou para um maior uso das plataformas digitais de venda durante a quarentena. Com esse novo cenário do isolamento social, as compras online em supermercados, farmácias e restaurantes tornaram-se uma questão de necessidade.

A expectativa de crescimento para o setor segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) era em torno de 18%, mas com certeza, esse percentual deve aumentar diante do cenário que estamos vivendo. Nesse artigo, vamos abordar um pouco mais sobre os impactos do Coronavírus no e-commerce. Então, leia até o final e fique por dentro do assunto.

Como a pandemia de Covid-19 está afetando o e-commerce

O primeiro impacto sentido pelo e-commerce, provavelmente, aconteceu com as lojas online que importam produtos chineses. Além disso, diversas fábricas fechadas no período de quarentena também causaram incertezas e atrasos no envio de produtos.

Nesse cenário completamente atípico muitas empresas têm sido forçadas a mudar rapidamente para contornar a crise. E, por ser tudo tão inesperado, as projeções podem mudar a qualquer momento. Por isso, os impactos do Coronavírus no e-commerce devem ser analisados dia após dia.

Mesmo assim é importante destacar que a pandemia abriu oportunidades para o comércio eletrônico. Uma vez que, como muitas cidades praticando o isolamento social, as lojas de rua e shoppings estão fechados. Então, já não era mais possível comprar na loja ao lado da casa do consumidor.

Segundo a ABComm, o aumento na procura pelo comércio eletrônico também se deu pelo fato das pessoas estarem confinadas em casa e passarem mais tempo navegando na internet. Então, são mais facilmente impactadas por campanhas de marketing digital. Mas, as marcas que já estavam posicionadas para o online antes da pandemia acontecer têm maior vantagem diante das demais.

A pandemia do Coronavírus afeta a todos: grandes ou pequenos, do comércio digital ao ponto de venda físico. Mas, com o avanço da doença a população é cada vez mais encorajada a ficar em casa para se proteger do contágio. Essa medida, eventualmente aumentará a demanda da compra de produtos pela internet, já que esse tipo de serviço é a melhor alternativa para evitar aglomerações.

No início da pandemia, os produtos de primeira necessidade tiveram um pico de demanda maior, mas o que se espera com a continuação da quarentena é que o tráfego aumente nas lojas em geral e os números continuem a crescer. Por isso, é necessário se readequar em relação aos processos internos, logística e toda a jornada do consumidor. Assim, você consegue estar apto para atender da melhor maneira possível a demanda que excede aos volumes usuais.

Com certeza você já deve ter notado que o e-commerce teve um crescimento sustentável ao longo dos últimos anos, mas o Covid-19 impulsionou ainda mais o aumento de vendas no setor.

Aumento das vendas online

Uma pesquisa realizada pela MindMiners, além de constatar o aumento do consumo de produtos de higiene e limpeza em decorrência da crise de Covid-19, também apontou que cerca de 14% dos entrevistados afirmaram que suas compras pela internet cresceram, e 24% declararam que havia possibilidade de realização de novos pedidos.

Entre os campeões de vendas no varejo está a Magazine Luiza. Que utilizou a estratégia de frete grátis em todo o Brasil para compras acima de R$ 99 realizadas pelo seu aplicativo. E em produtos de necessidade imediata como nebulizadores e álcool gel os consumidores também tinham frete grátis, independente do valor da compra.

Mas, os dados reforçam que as pessoas priorizaram a compra de produtos essenciais, confira a seguir:

  • Supermercados tiveram um aumento de 16%, com um crescimento médio de 8% em sua taxa de conversão;
  • Já em sites relacionados à saúde, como vitaminas alimentos naturais e higiene, cresceram suas visitas em 11% e vendas em 27%;
  • Páginas de vendas de utensílios domésticos aumentaram suas visitas em 33%.

Além disso, todos os tipos de delivery tiveram uma alta demanda. É importante destacar que para driblar a crise, as empresas de setores considerados não essenciais precisam se fortalecer como marca, reforçando seu propósito pois o consumo será retomado pós-crise. Já as empresas de serviços e produtos essenciais precisa tomar cuidado com sua comunicação para não serem vistas como “oportunistas” pelos seus consumidores.

As medidas de isolamento social e o desenvolvimento de novos canais digitais de vendas de varejistas aceleraram o crescimento em 30% no mês de abril. E mais, a ABComm ainda estima que 80 mil lojas online tenham sido lançadas desde março, enquanto o número de clientes com pelo menos uma compra pela internet cresceu em quase um milhão.

Comportamento do consumidor

A pandemia trouxe um novo comportamento do consumidor. Atualmente as pessoas estão contendo seus gastos e buscando maior segurança nas compras onlines. Assim, não precisam enfrentar aglomerações de locais públicos e diminuem o risco de contaminação.

É nesse cenário que o e-commerce ganha força, pois passa a ser a melhor opção de vendas. Afinal, proporciona aos consumidores receber seus produtos em casa com o menor risco de contato com outras pessoas possível. A mudança é evidente. Quem tinha receio em comprar pela internet está se rendendo a essa nova experiência, e parte dessas pessoas não fará questão de voltar fisicamente às lojas para comprar alguns itens.

Com o home office não há necessidade de se deslocar de casa para o trabalho e, com isso, sobra mais tempo para os consumidores realizarem suas atividades do cotidiano, como acessar a internet.

Nesse período de quarentena, os horários de maior acesso em sites de comércio eletrônico estão sendo melhor distribuídos, veja:

  • Início da tarde (entre 13h e 14h)
  • Fim da tarde (entre 17h e 19h)

O isolamento social também proporcionou ao consumidor aproveitar melhor o período da noite para acessar sites de vendas na intenet, grandes picos também têm sido registrados às 21h.

Como o consumidor não pode sair de casa para atividades sociais como jantar fora, ir ao cinema, viajar ou se divertir com os amigos, o engajamento com o varejo virtual virou uma maneira de distração.

Então, para acompanhar esses novos hábitos de consumo é preciso que você fique atento para entender o que seu cliente procura, como ele age, espera e gasta na internet. Assim, ficará mais fácil aproveitar esse crescimento.

Ajude seus consumidores

Reinventar-se. Essa é a chave para você conseguir ajudar seus consumidores, focando na experiência dele e agregando valor na sua marca e na decisão de compra. Lembre-se sempre que sua empresa não envia apenas produtos aos clientes, ela fornece soluções para seus problemas.

Então, tratar seus consumidores como pessoas que realmente estão do outro lado da tela facilita nesse processo. Alguns clientes estão efetuando suas compras pela primeira vez, e é bem provável que continuem a realizar compras online mesmo após a pandemia, então para esse cliente inexperiente em comprar online deixar sua página o mais simples possível, além de ajudar o cliente, ainda pode aumentar suas taxas de conversão.

E mais, pense se é possível criar novas categorias de produtos em sua loja para atender as necessidades de seu público.

Impactos do coronavírus no e-commerce

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Como minimizar os impactos negativos do Covid-19 no seu e-commerce

Epidemias, como a que estamos enfrentando, não são uma novidade. O mundo já passou por diversas outras crises e por isso devemos estar preparados para os problemas futuros, do contrário, mesmo com o melhor dos planejamentos, seu e-commerce corre o risco de falir.

Há diversas formas de você readequar suas operações de logística, estoque, atendimento, comunicação, funcionários e por aí vai para minimizar os impactos negativos do Covid-19 em seu e-commerce.

Muitas empresas rapidamente se readequaram para enfrentar a pandemia, mas se você ainda não fez isso em seu negócio, não se preocupe tanto, ainda pode fazer uma prevenção tardia.

Confira algumas dicas para realizá-las:

  • Sempre comunique seus clientes sobre possíveis atrasos nas entregas;
  • Tenha uma diversificação de fornecedores;
  • Fique atento a seu estoque;
  • Tenha sensibilidade com seu consumidor, este não é o momento de causar sentimentos de escassez para aumentar as vendas;
  • Faça uma comunicação eficiente que gera confiança e consiga captar novos clientes;
  • Que tal incentivar a compra do consumidor adotando a estratégia de frete grátis?

Perspectivas de crescimento é um dos impactos do Coronavírus no e-commerce

Uma nova pesquisa realizada pela Konduto juntamente com a Abcomm traz números otimistas para o e-commerce brasileiro. Desde o início da quarentena até o começo de março, o setor já havia conquistado mais de 4 milhões de novos clientes.

Por não ter outras alternativas, afinal as lojas físicas fecharam, os consumidores passaram a enxergar o comércio eletrônico como a única opção de compra. Claro que categorias óbvias como supermercados e farmácia cresceram, mas outros setores como brinquedos, moda e informática, também tiveram crescimento significativo.

E o futuro do e-commerce pós-pandemia é promissor. Segundo pesquisa da NZN Intelligence, apontou que mais de 71% dos entrevistados pretende aumentar o volume de compras mesmo após esse período crítico passar. Não apenas pelo fato do consumidor não passar mais tempo na internet, mas também pela facilidade da busca por melhores preços que as compras online proporcionam.

Reveja sua estratégia, repense onde sua marca se encaixa na nova realidade do consumidor e, principalmente, considere em seu planejamento os novos hábitos de consumo de seus clientes. Essas pequenas ações não lhe custam muito, porém são fundamentais para que você se mantenha competitivo nesse mercado.

E-commerce como oportunidade de negócios

Como você viu ao longo do texto, o isolamento social mudou muito o comportamento e rotina das pessoas. E em meio ao caos trazido pela pandemia de Covid-19, grande parte dos e-commerces tem tido um aumento em suas demandas.

Atualmente, há grande espaço no Brasil para esse mercado, as vendas online não passam de 5%, sendo que a média de mercado gira em torno de 6,5%.

Se você ainda não vende online, montar um e-commerce é uma boa estratégia para não perder vendas neste período de isolamento social. E caso seus produtos se encaixem no envio de empresas de delivery, também vale a pena apostar nesses apps para não perder vendas.

Agora, se você já tem seu e-commerce formado, a estratégia e o entendimento do novo comportamento dos consumidores vai diminuir os impactos da pandemia no seu negócio. Com a ajuda dos especialistas da Agência 242 tudo fica mais simples. Clique aqui e fale conosco para que seu negócio conte com especialistas em Marketing Digital e você atinja resultados expressivos.

 


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Pedro Hermano

Pedro Hermano, bacharel em Publicidade e Propaganda pela (ESPM), especializado em Branding e Planejamento Estratégico de Marcas na McGill University, no Canadá e em Marketing Digital em Harvard. Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC) e atualmente é sócio-fundador e diretor de criação da Agência 242. Em 2018, foi eleito Profissional Digital do Ano pela ABRADi-SP.